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29.6.03

Este post é dedicado à Catu, que tantas cordeladas tem cantado...
O poeta Zé da Luz, do início do século, escreveu uma poesia porque disseram pra ele que pra falar de amor era necessário um português correto, tal. Então Zé da Luz escreveu uma poesia chamada: AI SE SESSE. Que diz assim:



Se um dia nóis se gostasse
Se um dia nóis se queresse
Se nóis dois se empareasse
Se juntinho nóis dois vivesse
Se juntinho nóis dois morasse
Se juntinho nóis dois drumisse
Se juntinho nóis dois morresse.

Se pro céu nóis assubisse
Mai porém se acontecesse
de São Pedro num abrisse
A porta do céu e fosse lhe dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse
Pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o buxo do céu furasse
Tarvez que nóis dois ficasse
Tarvez que nóis dois caísse
E o seu furado arriasse
E as virge todas fugisse

Fala aí!
Como seria o nome dos filmes se eles fossem feitos no RS, mais especificamente em Lages
Pra Elisangela, que ultimamente só anda lendo bológue de gaýcho

Uma Linda Mulher - Uma Chinoca Buenacha
O Poderoso Chefao - O Bagual Cuiudo
O Exorcista - Vem Capeta, Que te Arreganho a Facao!
Os Sete Samurais - Sete Gauderios Ca's Vista Estreita
Godzila - A la fresca ! Que Baita Lagarto!
Os Brutos Tambem Amam - Rebenqueados de Amor
Sansao e Dalila - O Clinudo e a China
Perfume de Mulher - Asa de Chinoca
Mamae Faz Cem anos - A Veia ta Cheirando a Defunto
Guerra Nas Estrelas - Peleia no Firmamento
Um Peixe Chamado Wanda - O Mucum-Prenda
Novica Rebelde - Madre Alvorotada
O Corcunda de Notre Dame - O Tortinho Estropiado
O Fim Dos Dias - O Bagualao contra o Demo
Um Cidadao Acima de Qualquer Suspeita - Boi Manso e Que Arromba a Porteira
Os Filhos do Silencio - Boca Fechada nao Entra Mosca
A Pantera Cor-de-rosa - Gato-do-Mato Fresco
Corra Que A Policia Vem Ai - Vamo Sai Fedendo Que vem Vindo os Milico
E O Vento Levou - Oigale! O Minuano Levo!
O Naufrago - Mais Perdido que Cusco em Tiroteio
7 Anos No Tibet - Sete anos no Tio Beto
O Homem Bicentenario - Guasca de Ferro
Nove Meses - Ta Prenha!
Querida Encolhi As Criancas - China Veia! encolhi as Cria

Fala aí!
só pra ser chato estou postando algumas daquelas informaçôes que todo mundo já está careca de receber via imêio e que, muito provavelmente são mentiras inventadas por alguém que não tinha mais o que fazer. Já pensou se forem verdades???

Se você gritar durante 8 anos, 7 meses e seis dias, produzirá energia sonora suficiente para esquentar uma xícara de café. Acho que não vale a pena, ainda mais depois que inventaram o forno de microondas...
Se você soltar pum direto durante 6 anos e 9 meses, produzirá gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica. Agora talvez valha a pena, ainda mais se você tiver um alvo já em mente para detonar essa bomba.
A pressão produzida pelo coração humano ao bater é suficiente para espirrar sangue a uma distância de 9 metros.
O orgasmo de um porco dura 30 minutos. (Dá vontade de ser um porco!)
Bater com a cabeça contra a parede consome 150 calorias por hora. (Ainda não consegui esquecer aquele lance do porco!)
Os humanos e os golfinhos são as únicas espécies que copulam por prazer. (É por isso que o Flipper esta sempre sorrindo? E por que o porco não esta incluído nessa lista???)
De um modo geral, as pessoas tem mais medo de aranhas do que da morte.
O músculo mais forte do corpo é a língua. (Hummmmmmmmmm...)
O crocodilo não consegue mostrar a língua. Aliás, por que ele deveria mostrar a língua? Ou pra quem?
A formiga consegue levantar 50 vezes o seu peso, puxar 30 vezes o seu peso e sempre cai para o lado direito quando intoxicada. Pergunto: quem foi o idiota que ficou observando de que lado a formiga cai?
Os ursos polares são canhotos. Quem descobriu isso?
A pulga consegue pular a uma distância correspondente a 350 vezes o comprimento do seu corpo. É como se um ser humano pulasse a distância de um campo de futebol.
A barata consegue sobreviver por nove dias sem a cabeça antes de morrer de fome. (Arghhh!!!)
O louva-a-deus macho não consegue copular com a cabeça presa ao corpo. A fêmea inicia o ritual de acasalamento arrancando fora a cabeça do macho. (Pára com isso!)
Alguns leões copulam mais de 50 vezes por dia. (Eu continuo querendo ser um porco... Prefiro qualidade a quantidade!!!Mas, se não puder ser um porco, quero ser um leão).
O paladar das borboletas está nos pés. (Eu, hein?!?)
Os elefantes são os únicos animais que não conseguem pular. (Também se eles pulassem teríamos muitos terremotos!)
O olho de uma avestruz e maior do que o seu cérebro. (Conheço algumas pessoas assim...ahahahaha)
Estrelas do mar não tem cérebro. (Conheço algumas pessoas assim também!)
E não se esqueça:
Se alguém encher o teu saco, você precisa usar 42 músculos da face para franzir a testa. Mas, só precisa de 4 músculos para esticar o braço e dar um soco na fuça do palhaço!
OBS: Não consigo esquecer do porco

Fala aí!
Aos meus fiéis leitores xumbregas
Realmente ando lhes devendo um pouco mais de atenção... Sabem como é final de semestre, né? O "responsável" aqui deixou que os trabalhos se acumulassem e agora tá nessa vida insone... Isso sem falar que ontem teve um churras mó bom na casa da Catuperina e minha cabeça tá girando até agora...
Ok, ok... Pra ninguém dizer que não falei das flores, leiam o texto meu e o da Thaís nos Anjos de Prata.
Um beijo no coração das leitoras e um pé na bunda dos leitores,
Edison, que já perdeu a noção se é dia ou noite.
Fala aí!

28.6.03

testando acentuação... roubaram meus acentos de novo?

Prezado americano FDP dono deste servidor!
I want my marks back... Because in my own language the marks are very very very important!!!

Fala aí!

27.6.03



era mais ou menos essa a cara da menina dos meus olhos
era mais ou menos essa
era mais
era
Fala aí!

mais uma vez 

testando
Fala aí!

testando essa coisa de botar títulos 

Será que funcionou???

Fala aí!
Olha, eu queria aproveitar pra deixar claro que já tá hora de você conhecer o Mundo Perfeito.
Lá você pode ler coisas do jeito que a gente gostaria que acontecesse. Como isto:

Publicitário prova que está abaixo
de primata na escala evolutiva



São Paulo, 25/06/2003 - Depois dos testes com os chimpanzés, cientistas resolveram fazer testes de DNA com o infeliz do publicitário que criou uma campanha com um suposto chimpanzé de mascote para um portal. A decisão foi para ver se realmente o indivíduo queria expôr sua ignorância, ou se é tão ignorante a ponto de não perceber que o tamanho de sua burrice. No texto do site do novo mascote, o bichinho conta que veio da Amazônia (chimpanzés são africanos) e quando utiliza imagens do primata, em vez de um chimpamzé, mostra um bonobo (bonobo = pêlos escuros na face). Na tentativa de evitar a realização dos testes de DNA os donos da agência alegaram que ninguém precisa ter esse conhecimento técnico sobre primatas. E os cientistas responsáveis prontamente rebateram que "quem não sabe, não abre a boca". Assim os testes foram feitos e os resultados acabaram de sair: o DNA do publicitário revela que o mesmo pertence à famíla das amebas. E pode causar enjôos e vômitos em seres-humanos.

P.S.: Titia Daniela: isto foi só uma divulgação. Não me acuse de plágio, porque na verdade eu amo o seu saite, ok?
Fala aí!
testando


dentro do esp?rito: quem foi o americano rid?culo que tirou os acentos deste bol?gue???

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Fala aí!

25.6.03

acabei de fundar a A.L.I.A.S., pensando em todos aqueles marcadores argumentativos das aulas de lingüiça...
A.L.I.A.S. - Associação dos Lindos e Inteligentes Amantes do Sexo. Ou Amantes do Sim. Ou Amantes dos Sonhos. Ou Amantes do Saber. Ou ainda, Amantes dos Símbolos, das Silhuetas, dos Sorrisos, das Sombras, dos Sambas, das Somas, dos Somos, dos Senões.
acabei de fundar pra Elis afundar

Fala aí!
pérola perdida do dia
"Não adianta pedir desculpas. Pedir desculpas faz mal pra você mesmo. Pra você e pra mim, principalmente"
do finesse fotoprofessor Otacílio (faz de conta que esse é o nome dele!)
Fala aí!

24.6.03

este bológue dá voz à Cultura, portanto
A AGENDA DO LUME


Queridos amigos,

Para os próximos meses estaremos com uma intensa programação!!! Confira e programe-se!!!
Para saber detalhes da programação e contatar os organizadores das atividades listadas abaixo, acesse nosso site www.unicamp.br/lume e clique em AGENDA.

Na cidade de BELEM (PA), no inicio de julho, estaremos com o espetáculo "La Scarpetta" e ministraremos dois workshops: "Técnicas de Clown" e "Voz e Ação Vocal"

No FESTIVAL DE TEATRO UNIVERSITÁRIO DE BLUMENAU (SC), em julho, estaremos com os espetáculo "Café com Queijo", "Cravo, Lírio e Rosa" e com a "Parada de Rua", além de realizarmos palestras, demonstrações de trabalho e mostras de vídeo comentadas.

No FESTIVAL DE INVERNO DE BONITO (MS), ainda em Julho, estaremos com o espetáculo "Parada de Rua" e ministraremos um workshop de técnicas de clown.

No FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE RIO PRETO (SP), ainda em Julho, estaremos com o espetáculo "Café com Queijo".

Na cidade de BELO HORIZONTE (MG), no final de julho e início de agosto, estaremos com os espetáculos "Cravo, Lírio e Rosa", "Café com Queijo", "La Scarpetta" e "Cnossos" e ministraremos dois workshosps: "Treinamento Técnico do Ator" e "Voz e Ação Vocal"

Na cidade de SÃO PAULO (SP), em agosto, ministraremos dois workshosps de "Treinamento Técnico do Ator"

Ainda em Agosto o ator Carlos Simioni estará participando do 13 Seminário Internacional Ponte dos Ventos, sob a direção de Iben Nagel Rasmussen do Odin Teatret.

Aguarde para os próximos e-mails temporada do "Café com Queijo" em nossa sede e também nossa participação no Festival Internacional de Teatro no MÉXICO.

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OUTRAS ATIVIDADES DE GRUPOS E ESPAÇOS DE BARÃO GERALDO

Não perca mais um CABARET DO SEMENTE, dia 27 de Junho, sexta-feira, a partir das 21:00hs a ser realizado no Espaço Cultural Semente: Av. Santa Izabel, 2070 - Próximo à Moradia dos Estudantes da UNICAMP.
Informações pelo telefone: (19) 3289 8011

HUMATRIZ Teatro Apresenta:
Workshop com Adelvane Néia
O Clown e sua Poética
De 27 a 31 de Julho, das 19:00 às 22:30hs
Local: Nosso Espaço, em São Paulo
Rua Cardoso de Almeida, 54 - 3 andar - Perdizes
Informações: (19) 3289 6216
humatrizteatro@uol.com.br

O GRUPO DO SANTO realizará
no mês de Julho o Curso Intensivo de Treinamento Corporal para atores e todos os interessados em aprofundar sua pesquisa nas artes cênicas.
Na busca da presença cênica o curso abordará o treinamento físico, princípios do trabalho vocal, acrobacia, jogos de corda e dinâmicas de improvisação corporal para se chegar a construção da energia extracotidiana. O Grupo do Santo é orientado pela atriz e diretora teatral Tiche Vianna.
Data: 07 a 18 de julho (Segunda a Sexta)
Horário: das 18 às 22h00
Local: Barracão Teatro
Rua Eduardo Modesto, 128, Vila Sta. Isabel, Baraão Geraldo
Campinas - SP.
Fones: (19) 3289 - 4275 (Juliana) / 3289 - 4154 (Lílian) / 9174-3046 (Carlos)
E-mail: grupodosanto@hotmail.com
15 vagas
Pré-Requisito: Carta de Interesse pelo Curso e Breve Currículo
Investimento: R$ 150,00
(50% no ato da inscrição e 50% dia 15 de julho, trabalhamos com cheque-pré).

Abraços a todos!!!

LUME
Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais COCEN - UNICAMP
Tele/Fax: (19) 3289 9869
E-mail: lume@unicamp.br
Home-Page: www.unicamp.br/lume
Fala aí!
...
...
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Fala aí!
olha só onde fui parar

num passado não muito distante, saiu uma opinião minha na Revista Superinteressante. Alguém montou um saite com curiosidades científicas e botou minha frase lá... Que coisa, não?

Fala aí!
depois de dois meses sem me barbear, enfim fiz as pazes com o barbeador...

sinto-me uns vinte anos mais jovem...

Fala aí!

23.6.03

Aproveitando que recentemente o Centro Cultural de Bauru passou Barton Fink...

Muito além dos delírios do cinema americano

"Barton Fink" critica a habilidade hollywoodiana de fabricar enlatados.
O filme não se limita a apontar os erros; é um exemplo
de cinema-arte


Carla Deboni Siqueira
Edison Veiga Junior
Unesp - Bauru



O gosto popular é muitas vezes moldado por interesses da indústria cultural. No cinema, o olhar das pessoas está condicionado às produções hollywoodianas, amplamente difundidas no mercado contemporâneo. Um exemplo de subversão a essa hegemonia é o filme Barton Fink – Delírios de Hollywood, dos diretores Joel e Ethan Coen, premiado no Festival de Cannes, em 1991, como melhor filme, melhor direção e melhor ator (John Turturro).
O filme é intrigante por questionar os modelos cinematográficos preestabelecidos, apresentando inovações tanto em aspectos estéticos quanto discursivos. A seleção de cortes e a contraposição de imagens sugerem elipses que se tornam cada vez mais bruscas à medida que é adentrado o universo incógnito do protagonista, Barton Fink.
Escritor preocupado com a qualidade de seus textos, Fink representa o paradigma do anit-herói, resistindo ao enredo já formulado e por tantas vezes repetido em filmes. Ele busca um conteúdo social em suas histórias, com temas relacionados ao homem comum, com seus problemas do cotidiano.
Ao chegar a Hollywood e conhecer o presidente da Capitol, que o havia contratado, Fink descobre que está diante de um mundo ao qual não pertence, sendo-lhe cobrada em suas histórias a mesmice à qual se opõe. Numa tentativa de fuga, ele se hospeda em um lugar sombrio, escuro, que exterioriza a perturbação existente em seu âmago e o envolve numa atmosfera lúgubre e degenerativa.
A limitação espacial é um fator importante para reforçar o ambiente melancólico no qual o enredo se desenvolve. Não só no hotel em que Fink está, de cuja construção só são exibidos seu quarto, os longos e misteriosos corredores e a recepção, mas também na produtora Capitol e na mansão de seu chefe, não nos é fornecida uma visão global do lugar, apenas parcial e fragmentada.
Um símbolo forte apresentado na obra, o quadro que estampa a parede do quarto de Fink e que ganha movimento na cena final, parece querer mostrar o próprio contraste existente entre a realidade do escritor e o mundo mágico de Hollywood. Outro fator que merece destaque é a preferência por sugestões paralelas: a fotografia assim suscita no espectador uma noção de infinito, de desconhecido, que acaba por mostrar a situação imprevisível do escritor, que desconhece o seu próprio futuro profissional.
Há a presença de intertextualidade em algumas cenas de Barton Fink, que remete aos produtos hollywoodianos criticados. É o caso do hotel em chamas, muito parecido com diversos filmes de ação.
Por fim, talvez o símbolo máximo da obra, a caixa fechada provoca um final aberto (com o perdão do trocadilho) ao criar no público uma interrogação. É assim que o espectador do filme termina estupefato, refletindo critica e esteticamente acerca de tal metáfora: a caixa fechada contém a cabeça da vítima? Ou representa as próprias idéias de Fink, que, por contrato, não são mais dele, e sim da Capitol?
O filme Barton Fink – Delírios de Hollywood, portanto, destaca-se pelas críticas lançadas ao mercado cinematográfico que, visando exclusivamente ao aspecto comercial dos filmes, transforma-os em produtos fabricados em série segundo um padrão já esquematizado e consolidado. A narrativa complexa e a imprevisibilidade das cenas exigem do espectador a investigação simbólica e interpretação significativa, fazendo-o indagar-se frente às metáforas que lhe são apresentadas. ■

Fala aí!
nonononononononono
nonononononononono
nonononononononono
o Edison ficou louco ou foi o sol que se quedou torto?
Fala aí!

Fala aí!

22.6.03

A TODOS OS QUE COSTUMAM VISITAR O MEU COMPUTADOR

informo aos usuários de meu computador que já efetuei a troca do mauze, conforme me foi exaustivamente solicitado pelos senhores. sem mais para o momento, apresento as minhas cordiais saudações,

Edison, Ed, Junior, Juninho, Veiguinha, Costinha, sei lá, já nem sei mais quem eu sou...
Fala aí!

21.6.03

Eu fico aqui com inveja porque em Taquarituba não tem SESC... buá buá buá!
Mas que bom que este bológue tem correspondentes espalhados por todos os SESCs do Brasil, né Carlinha?
Estamos efetuando a mais completa cobertura de festas juninas sescianas... ou: como se divertir muito com pouca grana
Saudades de vocês também!
Fala aí!
Para quem gosta de balas e outras guloseimas
ouvir, ou melhor, ler a coluna vertebral da menina que anda sumida deste bológue (por onde andarás, Gigi?) é um prato, ou melhor, um pacote cheio.
Agora me lembro do meu xará, o gênio Edison da banda Os Vibrantes nos anos 60: "O Caetano já pode morrer em paz. O Brasil tem Zeca Baleiro". Mesmo considerando que, dentre os shows do SESC, o Cordel do Fogo Encantado foi imbatível...
Bom, chega de lero-lero. Clique aqui e leia a menina.
Fala aí!
Como diria o Veríssimo, a inveja é a forma mais sincera de admiração. E eu tô aqui, cada vez com mais inveja da poesia que tem brotado da Laurinha ... Que coisa, não!?
Veiguinha, ainda rouco, ainda louco.

Fala aí!

18.6.03


Fala aí!

17.6.03

R E P O R T A G E M -> Jornalismo Literário, 3.º Encontro de Comunicação, Unesp Bauru

A reportagem abaixo foi realizada por Edison Veiga Junior, estudante de Jornalismo da Unesp de Bauru.
O trabalho foi originalmente concebido para a disciplina Ténicas de Reportagem, Entrevista e Pesquisa Jornalística.

- devido ao tamanho do texto, optamos por reproduzi-lo em série neste bológue -
PARTE 6 - final
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Um Jornalismo que não fica preso ao papel

Fernanda Conti, Kátia Perches, Alisson Sbrana, André Felipe, Rubens Baracho, Poliana Brasil, Thiago Brandão e um sonho. Assim começou o Dia de Visita e assim todas as visitas são feitas.
Sob a orientação do jornalista e professor Pedro Celso Campos, os estudantes da Unesp de Bauru desenvolvem o jornal mensal da Penitenciária Dr. Eduardo de Oliveira Vianna. Um jornalismo diferente, sem dúvida mais humanizado.
O un_espirro entrevistou Kátia Perches no último sábado, 17 de maio. Leia a seguir os principais trechos da conversa.

Un_espirro - Em sua palestra, o professor Edvaldo elogiou o Dia de Visita, dizendo que fica feliz por ainda haver espaço no jornalismo para trabalhos de caráter humanitário, frisando sempre o papel do jornalista enquanto agente transformador da sociedade. Como vocês, responsáveis pelo jornal, encaram um comentário desses?
Kátia - Para nós foi maravilhoso ouvir um profissional, como o Professor Edvaldo, elogiar o nosso projeto. O mais interessante foi que ele ficou sabendo do trabalho em um site, e nos procurou dizendo que gostaria de nos conhecer e saber mais sobre o projeto.
Depois de conviver com várias pessoas, inclusive professores, que não acreditavam no Dia de Visita, esse comentário é um estímulo para continuarmos a lutar pelos nossos sonhos.

Un_espirro - Em que medida vocês se preocupam em fazer jornalismo literário?
Kátia - Durante a palestra do professor Edvaldo nos deparamos com a nossa realidade. Tudo o que ele disse sobre jornalismo literário é o que nós tentamos fazer no jornal.
Desde o início,nunca tivemos a intenção de falar aquilo que todo mundo vê na mídia: que no presídio só acontecem coisas ruins, como rebeliões e colchões queimados. O que queríamos era mostrar, de uma forma atraente, como funciona uma penitenciária e o que é feito lá dentro para a reabilitação do preso. Muitos não sabem que os sentenciados da Penitenciária “Dr. Eduardo de Oliveira Vianna”, a PII de Bauru, participam de cursos profissionalizantes, trabalham e estudam. Nessa linha, acabamos produzindo jornalismo literário, e acreditamos que essa é a uma boa maneira de produzir um jornal como o nosso.

Un_espirro - Conte-nos um pouco como começou o projeto. Vocês pretendem dar continuidade a ele após a conclusão do curso?
Kátia - No semestre passado nós tínhamos uma matéria que se chamava “jornalismo empresarial”, com o professor Pedro Celso Campos, e nós precisávamos elaborar um projeto jornalístico em alguma empresa ou instituição. Assim tivemos a idéia de procurar a PII, pois já conhecíamos a assistente social, que na ocasião nos deu total apoio. Começamos o projeto e resolvemos desenvolvê-lo: o primeiro número saiu em dezembro de 2002, e agora, na semana que vem, sairá o sexto número do Dia de Visita.
O Dia de Visita se transformou em nosso projeto de vida. Com certeza daremos continuidade a ele após a nossa conclusão de curso.

Un_espirro - Recentemente vocês têm “aparecido” positivamente na mídia. Portal da Unesp, Rádio Unesp, e agora, professor Edvaldo. Isso sem falar que, se digitamos “dia de visita” no Google [buscador da Internet], são inúmeros os textos que fazem referência ao trabalho de vocês. O que você poderia dizer para incentivar os estudantes de jornalismo que pensam em trilhar um caminho similar?
Kátia - Esse trabalho está chamando a atenção de um lado, pelo produto jornalístico, do outro, pelo caráter social. O que eu acho importante é fazer algo pelo social sem esquecer da qualidade do produto.
Para produzir um trabalho desse tipo nós enfrentamos várias dificuldades: no começo não sabíamos nem como íamos fazer para nos locomovermos até a penitenciária; a falta de dinheiro, entre vários outros problemas. O importante é não desistir na primeira dificuldade.
Vemos poucos trabalhos como esse na Universidade, porque falta incentivo por parte da própria universidade e de seus professores, e também força de vontade dos alunos de cobrar esse incentivo.
O que eu digo é que há vários “nichos” para serem explorados, é só ter força de vontade e empenho. Será que ninguém teve a idéia de fazer um jornal em uma penitenciária antes? É lógico que já tiveram, mas talvez não tenham tido meios de levar em frente: é isso que não pode acontecer.

acABou!!!
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imêio-> cocodrilianos@yahoo.com.br
Fala aí!

16.6.03


Fala aí!
Ok, a foto abaixo ERA pra ser dela... Parece que tá protegida... Ok, ok...
sem ressentimentos...
Fala aí!
Lu Bru é fotojornalista e tem um bológue insano.
A foto abaixo é dela.

Entra lá!
Fala aí!

Fala aí!
O MONASTÉRIO DA EDUCAÇÃO OMITE:
PROVÃO PREJUDICA A UNIVERSIDADE PÚBLICA!

Fala aí!
AMORCEGO
Edison Veiga Junior

Feito sonar detecta tudo que é tátil de se pegar, tocar, apalpar, acariciar. Maior cego, refestela suas asas pelas brasas vermelhas de paixão: o que é uma coisa bela? Na escuridão latente, na lua cheia da gente, vampiriza-se e suga o sangue vermelho do pescoço sensual da moça que dorme tranqüila e sonha sonhos de amor na cama. Morcego:
- Não nego, carrego em mim a amálgama dor de ver verter sangue e ter prazer por cada gota que me sacia. O cálice sagrado. Meu segredo lhe agrada?
Agride. O sorriso matreiro da moça que revelava um sonho prestes a se converter em orgasmo vira um gemido, um ai, e agora o pesadelo é que ela é atracada contra a vontade. Saudade do instante imediatamente anterior. Alguma algema a ata à cama?
Morcego cabisbaixo. Morcego de cabeça pra baixo. Dependurado no teto, fino-trato, parece que traja um fraque suíço. Saboreia o sangue que escorre pelo canto da boca, saliva enquanto contempla a bela moça dormindo semi-transparente. Obra cumprida, só a marca dos dentes em seu pescoço. Vampiro:
- Firo a essência da vida porque persigo a alma. O sangue, organismo, não passa de adorno à minha missão. Uma hora eu consigo provar a todos, provando sangue visceral, vermelho, fogo, onde está o prazer.
Vermelho. O horizonte, vermelhando, anuncia o nascer de novo dia. Hora de ir embora, abrir as asas, dar adeus ao nada-testemunha. Amor cego é morcego: mama e voa.


Fala aí!
R E P O R T A G E M -> Jornalismo Literário, 3.º Encontro de Comunicação, Unesp Bauru

A reportagem abaixo foi realizada por Edison Veiga Junior, estudante de Jornalismo da Unesp de Bauru.
O trabalho foi originalmente concebido para a disciplina Ténicas de Reportagem, Entrevista e Pesquisa Jornalística.

- devido ao tamanho do texto, optamos por reproduzi-lo em série neste bológue -
PARTE 5
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Uma visão romântica do jornalismo

Un_espirro - E a respeito do livro organizado pelo Prof. Edvaldo (Econautas)? O livro é, de certa forma, um registro desta maneira literária de se fazer jornalismo...  
Denis - Fiz lá uma reportagem chamada Trilha, sobre educação ambiental. Foi minha matéria mais freak. Chama-se Trilha porque se pretende um passeio no meio do assunto. Não tenho lá a pretensão de dar conta do tema todo. A reportagem escolheu alguns poucos personagens e se aprofundou nas opiniões deles. Aí a idéia de ser uma visão do assunto - assim como a vista que se tem da margem de uma trilha é uma visão da floresta. O texto é conduzido por um passeio numa trilha da Mata Atlântica, que faz a cola entre um personagem e outro. Morro de medo de reler aquele texto “holístico” (escrito sob a influencia do Fritjof Capra, que li muito naquela época). 
 
Un_espirro - Mudando de assunto: como foi trabalhar no Diário Popular
Denis - Duro. Depois de um tempo vi que havia algo errado numa pessoa que achava que um dia com muitos homicídios era um dia bom. Mas há que se ser foca de algum jeito. Aprendi lá. Não lembro muito bem o que, mas aprendi. 
 
Un_espirro - De que maneira você aplica suas experiências de “jornalismo literário” na Superinteressante
Denis - Olha, não sei se faço jornalismo literário. Acho sim que um texto bem escrito passa melhor a mensagem que um texto mal escrito. Tento entender as coisas por trás das coisas. Para mim, não interessa apenas a conclusão de uma pesquisa. Interessa também, talvez mais, como ela foi feita, os experimentos, as pessoas, o que elas queriam, como eram. Isso torna o assunto mais palpável, mais compreensível. Talvez o torne mais literário, nesse sentido a que se você se refere. Mas jornalismo é uma coisa, literatura é outra. Claro que me interessam recursos de narração, porque meu trabalho, assim como o de um ficcionista, é contar historias. Acredito também que minha maior pretensão no jornalismo é fazer aquilo que um escritor de literatura faz: tocar as pessoas de alguma forma, emocionar, fazer acender centelhas, criar aqueles momentos deliciosos - um sorriso irônico na cara dele, um nó na garganta, um coração acelerado. Não escondo: estou atrás de provocar emoções. Mas não sei fazer literatura. Nunca escrevi um conto que prestasse.

Un_espirro - Comente um pouco sua recente viagem - e o livro que resultou disto - à Antártida. Como é reportar em condições tão desfavoráveis?
Denis - A parte boa são as condições desfavoráveis. Fica fácil criar um texto interessante com esse material bruto: mares furiosos, falta d’água, capitão autoritário, risco de vida, de ficar preso no gelo, água gelada, comida horrível. Condições desfavoráveis mesmo, para alguém que quer contar uma boa história, seria encontrar um lugar limpo, confortável e organizado, com uma sala de imprensa super eficiente. Que historia eu iria contar? Pode ser uma visão romântica, mas estou atrás de histórias que não tenham press room, assessor de imprensa, release e web site. Nos dias de hoje, é difícil encontrar isso - todo mundo tem assessor de imprensa, até eu. E eu encontrei uma história assim. Sorte minha.

CONTINUA...
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imêio-> cocodrilianos@yahoo.com.br
Fala aí!
acho que


-> Não sei se uma opinião isolada no meio da multidão, mas depois do show do Cordel do Fogo Encantado na sexta-feira, o Zeca Baleiro ficou lá embaixo. Não que a noite não tenha sido boa...

-> O ambiente não tava lá essas coisas. Enquanto na sexta o SESC estava cheio de gente desencanada e de bem com a vida, hoje parece que o recinto foi invadido por tias histéricas e nervosinhas. O clima estava meio agressivo, elas xingavam a gente por qualquer coisinha, tipo: esse lugar é meu, não fica na frente, quero ver o Zeca!

-> Bom, a qualidade musical do Zeca Baleiro está fora de discussão: o cara é realmente bom. Mas eu me senti um verdadeiro Jacaré do É o Tchan, dançando coreografias inusitadas com as duas Scheilas... a morena (Elis) e a loira (Catu)...
Fala aí!

15.6.03

Nação Bauru
Edison Veiga Junior*



Estive pensando e cheguei à conclusão óbvia de que só duas coisas na vida me animam a praticar algum esforço físico. Duas paixões: mulher ou jornalismo – não necessariamente nesta mesma ordem.
Hoje foi por culpa do jornalismo.
Para fazer uma reportagem, decidi percorrer, a pé, toda a Avenida Nações Unidas, de ponta a ponta. Para quem não conhece Bauru, explico: a Nações é a principal via de integração da cidade, possibilitando um tráfego rápido – nem sempre! Ela começa um pouco antes da Rodoviária e vai até o Zoológico.
Sai cedinho de casa – não tão cedo como desejava, pois tive problemas com o relógio biológico para acordar de madrugada. Na verdade hesitei um pouco em pular da cama e cheguei a considerar a possibilidade de adiar minha reportagem. Ontem fui a um show que acabou um pouco comigo e não estava em condições para enfrentar a maratona Nações Unidas.
No entanto, a paixão pelo jornalismo falou mais alto. Gritou. E eu sai de casa e fui até a quadra 1 da Avenida. O que tinha? Obras. Parece que a Nações vai crescer um pouco mais para aquelas bandas. Mas ninguém soube me informar direito como é que vai ser isso – vão mudar a numeração das quadras?
O primeiro prédio da Nações é uma igreja evangélica. Fui conhecê-la, trataram-me bem e gravei uma entrevista com a tia que estava limpando o templo.
Continuei andando, andando, andando, e no cruzamento com a Avenida Nuno de Assis resolvi deitar-me no canteiro central para conseguir fotos de um ângulo muito próximo do chão. Divertido, mas os transeuntes desacostumados com tais loucuras estranharam um pouco... Tadinhos!
Pulando alguns episódios desnecessários (se não esta coluna não vai caber no jornal!), cheguei ao Centro Cultural. Centro Cultural de tantos filmes assistidos, tantas mostras de arte vistas, tantas peças de teatro aplaudidas, tantos livros retirados... Centro Cultural que já me é velho conhecido. Não, não entrevistei o Secretário Municipal de Cultura, nem a chefe da Secretaria, nem a diretora da Biblioteca. Entrevistei o Aluísio, um cara muito legal que trabalha lá como vigia. E ele me contou histórias engraçadas – tragicômicas – como da vez que alagou tanto a Avenida que até ali onde ele fica entrou água. E histórias tristes co-mo da vez que mataram um menino a pauladas na saída do Centro Cultural. Bati uma foto dele com a Avenida ao fundo – espero que tenha saído – e me pus novamente a caminho, depois de tomar um gole d´água: ainda havia um longo caminho a percorrer.
Queria entrevistar as mocinhas frentistas do posto de gasolina, mas nenhuma quis me atender.
Cheguei ao Edifício Brasil-Portugal. Inaugurado na década de 60, o prédio causou um furor na época e até hoje é símbolo de uma modernidade arquitetônica. Nunca tinha entrado lá e arrisquei ver com o porteiro se algum morador bem antigo não poderia me atender. Dentro de alguns minutos estava eu lá, no apartamento do Seu Faruk, 64 anos, que mora no Brasil-Portugal desde 1964, “uns dias antes da revolução”, como gosta de frisar. Ele é um apaixonado pelo prédio e pela Avenida Nações Unidas, avistada de um ângulo privilegiado de sua sacada.
Seu Faruk contou-me algumas histórias interessantes. A Avenida sofreu uma explosão quando o presidente Geisel veio pra Bauru. Logo após a comitiva oficial passar pela Nações, o encanamento do córrego foi pelos ares. Motivo: um derramamento de combustí-vel no leito do rio que passa por baixo da Avenida... Segundo ele, o edifício Brasil-Portugal é tão bom que, embora tenha tremido, não adquiriu nenhuma rachadura.
Seguindo meu caminho conversei com o tio que vende bolas coloridas no Parque Vitória Régia. Seu Avelino, 60 anos, disse que costuma ficar ali sempre aos finais de semana. “O lugar é bonito, fico vendo a Nações toda movimentada”, explicou-me. Espero que as fotografias tenham prestado.
Próxima parada: Lanchódromo. Percebi que Imprensa é persona non grata naquele espaço, talvez pelo ar imundo e suspeito do local. Ninguém quis dar entrevista nem bater um papinho. E eram apenas umas duas da tarde.
Na Praça da Paz, sempre vazia durante o dia e cheia durante a noite, fui surpreendido por um grupo de meninos, aí beirando seus seis anos, nadando no espelho d´água. Calor, né? Aí um deles, vendo minha máquina fotográfica no pescoço:
- Tio, tira uma foto minha! Tira!
E aí foi o coro da molecada:
- Tio, tira uma foto minha! Tira uma foto da gente nadando.
Achei uma boa idéia e fotografei a criançada se deliciando naquela piscina improvisada.
Bom, muitas coisas mais me aconteceram durante a minha peregrinação pela Na-ções Unidas. Mas vocês nunca saberão de tudo. Não, não é segredo nem frescura não. Vo-cês não saberão simplesmente porque eu tô com preguiça de contar.

PS.: Agora entendi por que os jornalistas da extinta Realidade chegavam a perder dois quilos por reportagem.

* Edison Veiga Junior foi brincar de gonzo jornalismo e ficou com uma leve dor de garganta. Imêio: edisonjornalismo@yahoo.com.br

Fala aí!
R E P O R T A G E M -> Jornalismo Literário, 3.º Encontro de Comunicação, Unesp Bauru

A reportagem abaixo foi realizada por Edison Veiga Junior, estudante de Jornalismo da Unesp de Bauru.
O trabalho foi originalmente concebido para a disciplina Ténicas de Reportagem, Entrevista e Pesquisa Jornalística.

- devido ao tamanho do texto, optamos por reproduzi-lo em série neste bológue -
PARTE 4
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“O jornalismo não precisa ser careta”

Un_espirro - Como você vê a importância do livro-reportagem enquanto possibilidade de um jornalismo mais contextualizado?
Denis - É por aí mesmo... Claro que livro-reportagem é só um entre tantos gêneros. Tem que dar para fazer bom jornalismo em todos os meios. Mas jornalismo sem tantas restrições de espaço e de prazo é luxo só!

Un_espirro - Segundo o professor Edvaldo Pereira Lima, você lança-mão do jornalismo literário desde seus tempos de faculdade. Como você mescla técnicas narrativas, exatidão e imersão? De que maneira um texto humanizado traz mais informação ao leitor?
Denis - Bondade do Ed, meu orientador [no TCC - Trabalho de Conclusão de Curso]. Fiz meu TCC em 1994 sobre o Rio Tietê e fiz força para incluir gente na história, não só números. Naquela época eu me empolguei ao perceber que o jornalismo tinha uma vantagem sobre quase todas as outras formas de narrativa, com exceção da literária: nos é permitido olhar com qualquer lente, fica à nossa escolha. Um historiador vê a realidade com a perspectiva da historia. Um biólogo tem a sua perspectiva, a sua metodologia, os seus certos e errados. A nós cabe olhar para todas as perspectivas existentes e mesclá-las do jeito que quisermos. Ou seja, jornalismo não precisa ser rígido, careta. Pelo contrário, temos uma liberdade que nenhuma outra narrativa de não-ficção tem. Continuo acreditando nisso: que meu trabalho é apreender a realidade de todos os jeitos possíveis, desde a observação subjetiva até a leitura de teses acadêmicas, filtrar, e passar para frente o que tem de mais legal. Não sei se, para mim, trazer informação é o mais importante. Para mim, importante é escrever o que o leitor quer ler - uma idéia subjetiva, claro, mas possível de perseguir como meta, pelo menos. Dentro disso cabem números, dados secos. Mas cabe história, vida. Texto bom é o que consegue mesclar isso tudo, de um jeito que forme um todo coerente e, principalmente, interessante. Outra coisa: tem que ter emoção. No “Erro de Descartes”, de Antonio Damásio há a idéia de que não existe a tal contradição entre razão e emoção. Emoção é fundamental para apreender coisas racionalmente. Se você quer que o leitor apreenda o que você quer, do jeito certo, tem que suar para predispô-lo a isso, colocando-o no contexto emocional certo. Em outras palavras, não adianta dar o dado cru e nu. Por exemplo, dizer o nome da espécie de baleia que vimos na Antártida. Tem que colocar o cara no barco, tentar fazê-lo entender o que se sente ao ver uma baleia, etc. 

Un_espirro - Voltando aos tempos de graduação. Fale-nos um pouco a respeito do seu TCC - a reportagem sobre o Rio Tietê. De onde surgiu a idéia e como foi feito o trabalho? 
Denis - Não lembro exatamente como surgiu a idéia. Sei que eu queria fazer algo que implicasse em reportagem e que me levasse para viajar. Além do que, tinha que ser uma viagem barata, porque eu não tinha grana. Passei alguns meses lendo, entrevistando gente, pesquisando. Fiz também alguns exercícios pedidos pelo Ed, como andar à margem do rio por algumas horas e anotar tudo o que me viesse à cabeça. Aí coloquei sleeping bag, barraca, fogareiro, mochila, bloquinho, câmera fotográfica no porta-malas do meu chevetinho e viajei para Salesópolis, onde nasce o rio. Por três semanas, viajei pela estrada que margeia o rio (quase sempre tem uma), fazendo todo tipo de apuração que me viesse à telha: falar com gente na rua, bater na porta das casas na margem, procurar gente identificada com a conservação do rio, entrar em fábricas, usinas, pesqueiros etc, etc. Voltei e escrevi 60 páginas.

CONTINUA...
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Fala aí!

Fala aí!

14.6.03

FOGO ENCANTADO


"Os homens com Deus aprenderam a criar
Mas foi com os homens que Deus aprendeu a amar"
Fala aí!
R E P O R T A G E M -> Jornalismo Literário, 3.º Encontro de Comunicação, Unesp Bauru

A reportagem abaixo foi realizada por Edison Veiga Junior, estudante de Jornalismo da Unesp de Bauru.
O trabalho foi originalmente concebido para a disciplina Ténicas de Reportagem, Entrevista e Pesquisa Jornalística.

- devido ao tamanho do texto, optamos por reproduzi-lo em série neste bológue -
PARTE 3
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“A maior reportagem da minha vida”

Denis Russo Burgierman é um desses caras apaixonados pelo jornalismo. Formou-se pela Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP) em 1994, trabalhou no Jornal da USP e no Diário Popular. Agora é editor da Revista Superinteressante, uma das maiores publicações mensais do País.
Sua primeira grande reportagem, Um mergulho no Tietê , foi publicada em 1995 no livro Mãe dos rios, organizado pela professora e jornalista Cremilda Medina. O trabalho foi o que Denis fez para a conclusão de seu curso na ECA.
Ele também participou do livro-reportagem Econautas – Ecologia e Jornalismo Literário Avançado, projeto coordenado pelo professor Edvaldo Pereira Lima. Para escrever seu texto, Trilha, se fez passar por guia de um projeto de educação ambiental, conduzindo crianças no meio da mata fechada.
Na Superinteressante, Denis destaca-se pela habilidade com a palavra, fazendo com que suas reportagens sejam, além de recheadas de informação, bem escritas. No ano passado, dentro de um projeto da revista, publicou um livro sobre a erva que provoca tanta polêmica: Maconha, da coleção Para saber mais.
Recentemente participou, a convite da Sea Shepherd (ONG que combate a caça às baleias) de uma expedição à Antártida. Disto resultou “a maior reportagem de minha vida”: o livro Piratas no fim do mundo – O diário de uma viagem à Antártida para afundar baleeiros, lançado no dia 12 de maio.
Dia 15, três dias após o lançamento do livro, Denis atendeu à reportagem do un_espirro, via e-mail, e respondeu algumas questões sobre a prática jornalística e suas experiências.
CONTINUA...
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imêio-> cocodrilianos@yahoo.com.br
Fala aí!

13.6.03


Fala aí!
um dia noiado
uma dor
um sonho
uma lágrima
uma vontade de ir embora (pra passárgada?)
Fala aí!

12.6.03

papo de carona
por que só agora estão querendo cassar o imperfeito, digo, imprefeito Nilson Bosta?
simples: Bauru está abandonada porque ele está guardando grana pra investir no ano que vem (ano eleitoral) e assim garantir a campanha de seu sucessor.
se ele for cassado agora, o vice, Dudu Ranieri (PFL), assume a prefeitura com um caixa pra lá de ajeitado. faz muito mais do que o Nilson e se reelege.
política é mesmo um jogo sujo!
Fala aí!

11.6.03

já que ela reluta em escrever diretamente neste bológue,
sugiro que cliquem aqui e leiam o que a menina que cresceu assistindo ao Rá-tim-bum escreveu.
Fala aí!
RETIFICAÇÃO

Este bológue cumpre seu papel social. Vamos retificar um equívoco nervoso que cometemos recentemente. Abaixo, os pontos:
1) Os ratinhos do laboratório psicopato não são fedidos. Uma das alunas que lá trabalham diz que dá banho neles regularmente, passa talquinho Johnson e tudo...
2) Os ratinhos não são torturados sumariamente. Passam apenas por um processo de mortificação e purificação da alma, ganhando o céu em troca da melhoria da qualidade de vida dos humanos, pois propiciam o desenvolvimento da ciência.
3) As alunas que lá trabalham são todas bonitas, cheirosas, atraentes e... e...
Fala aí!
protojornalistas loucos
e notívagos... fazendo trabalho até hora desta...
Fala aí!

9.6.03

?
Fala aí!

8.6.03

um poema escrito longo tempo atrás...

RED FLOWER FROM MY DREAM
Edison Veiga Junior


A flor do meu sonho
Tinha pétalas vermelhas que escorriam feito sangue pelo riacho.

A brisa leve batendo em cada olhar, meu e teu
Reverberava emoções compradas num camelô.
- Um sorriso apenas, meu bem! - era tudo o que eu te pedia
Mas tu, incansavelmente fria
Dava-me as costas.

A flor do meu sonho
Ofertada garbosamente como um fraque suíço
Tinha pétalas vermelhas de um amor tão lindo
Que se desfazia, virava éter no ar,
Inebriava o ambiente.

Por que recusaste os meus batimentos cardíacos
Se estavas pronta para morrer de amor e ódio?
Por que jogaste fora a flor que te ofertei
Se bem sabias que peixes não devoram pétalas rejeitadas?

A flor do meu sonho
Tinha pétalas vermelhas que escorriam feito sangue pelo riacho.

E agora, meu Deus, me irrita
Esse tempo que quer chover mas não tem coragem!
Fala aí!
O pós-moderno de hoje é o careta de amanhã
(Millôr Fernandes)

Fala aí!
Jornalistas e jornaleiros , considero indispensável a leitura do texto do Nilson Lage que está no "Observatório da Imprensa". Discute com propriedade a polêmica da obrigatoriedade do diploma e questiona o (falho e falso) ensino das Teorias da Comunicação nas universidade. Aliás, a gente quer ser jornalista e não comunicólogo, né mesmo?

Fala aí!
Cravo, lírio, rosa e outras plantas tristes
Para minha irmã Laís


Sábado, 21h. Teatro Municipal de Bauru. Embarco numa viagem fabulosa. Apenas dois reais e volto a viver a infância, volto a rir como criança, volto a sentir aquele gosto nostálgico de algodão-doce...
O espetáculo, “Cravo, Lírio e Rosa”, de Ricardo Puccetti e Carlos Simioni, arranca risos da platéia como quem despetala uma rosa, beija um lírio, colhe um cravo. Em cena, o puro teatro clown: palhaços mímicos e suas inusitadas relações e reações patéticas...
Parece que ambos descobriam o mundo a cada minuto. E nós, público estupefato e um tanto abobado, descobríamos junto. Um turbilhão de retratos e relatos, lembranças doces e amargas, tudo virando na minha cabeça, cataventando.
Agora fico aqui pensando como é melancólico o humor desses palhaços. Palhaço é melancólico, faz parte. É como se, por ser o riso o ganha-pão, eles ficassem todos engavetados dentro de um grande silêncio ríspido, dentro de uma redoma de vidro inquebrantável, dentro do nada absurdo e sério. Triste. Palhaço tem a estranha feição de fazer rir um riso triste.
Por isso a rosa está despetalada, o lírico beijado e o cravo colhido. Por isso. Porque a vida está triste demais para viver sozinha e precisamos logo saber onde é que tudo isso vai dar.
E, no mesmo instante em que eu me deliciava com os clowns, minha irmã Laís estava num outro palco. Por isso estas poucas linhas são dedicadas a ela: esta atriz nata. (Laís, lembrei-me de você e fiquei torcendo para que você “quebrasse a perna”, como se diz no teatro...).

*Edison Veiga Junior escreveu pouquinho hoje, mas não é preguiça não. É sono mesmo! Imêio: edisonjornalismo@yahoo.com.br
Fala aí!
IDÉIAS PARA UMA CRÔNICA NÃO-FEITA


texto: > Anjos de Prata
> Tema da quinzena: "DESENCONTRO" (confirmar)
> data limite pra terminar e mandar: 30.05 às 24h

= e-mails perdidos e cartas extraviadas: quem são? para onde vão? quem é que lê e se diverte com os relatos alheios? quem é o dedo que brinca de invertê-los?

= linhas telefônicas cruzadas: é possível estar eu falando com extraterrestres? quem fica embramando as linhas? quem fica dependurado no poste alternando os fios telefônicos? a ana paula arósio sai da televisão ou nasceu lá dentro?
clique para ler o restante
Fala aí!
Repórter un_espírro conhecendo a Unesp


Em mais uma aventura insana, este incipiente e insipiente, porém não insípido, repórter do bológue un_espirro - o mais acessado e mais odiado do Brasil - conheceu ontem um cantinho pouco explorado no câmpus baurulino da unesp: o laboratório dos ratinhos gonzos e drogados.
É dentro de uma sala fedida e estranha, escondida entre o CHU e a maquetaria, que estudantes orientados por psicopatos e afins envenenam roedores inocentes, visando a atingir seus propósitos acadêmicos. Os bichinhos, que não costumam tomar banho, revelaram com exclusividade à nossa reportagem que eles são enganados: "Sinto-me traído. Eles misturam porcarias ao leite condensado... Pantomima, embuste!", disse um deles, que preferiu não ser identificado, temendo retaliações por parte dos pesquisadores.
Outros ratinhos também foram ouvidos, mas eram todos mudos.
Fala aí!
R E P O R T A G E M -> Jornalismo Literário, 3.º Encontro de Comunicação, Unesp Bauru

A reportagem abaixo foi realizada por Edison Veiga Junior, estudante de Jornalismo da Unesp de Bauru.
O trabalho foi originalmente concebido para a disciplina Ténicas de Reportagem, Entrevista e Pesquisa Jornalística.

- devido ao tamanho do texto, optamos por reproduzi-lo em série neste bológue -
PARTE 2
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Estilo foi batizado de new journalism

O jornalismo literário, também conhecido por new journalism, é um convite à imersão. Há exemplos de repórteres desempenhando as mais diversas funções a fim conseguir um farto material para escrever: alguns descolam um emprego no corpo de bombeiros, outros conseguem uma vaguinha no banco de reservas de um time de futebol, outros se internam em hospícios... Vale tudo (ou quase!) para que a experiência renda uma boa história.
O maior exemplo disto no Brasil é a ainda imbatível – por seu estilo – revista Realidade, publicação da Editora Abril que circulou na década de 60. “O bom texto mescla informação com humanização: não deve se perder em devaneios, há de ser exato nos dados apresentados. A liberdade de criação fica nas técnicas narrativas, apenas”, explicou o professor, assim delimitando perfeitamente o jornalismo da ficção.
O jornalista e escritor colombiano Gabriel García Márquez, Nobel de Literatura em 1982, é um adepto mundialmente conhecido desse estilo de se fazer jornalismo. Um exemplo é seu livro Relato de um náufrago, lançado em edição brasileira pela Record.
Já o cineasta João Moreira Salles, com seu documentário Futebol, fez o que se pode chamar de jornalismo literário no cinema. Uma prova de que a boa narrativa não tem que se prender ao impresso, podendo transbordar para os mais variados meios.
Questão tempo – Por que será que são tão raros os exemplos de boas narrativas jornalísticas? Existem várias formas de se responder esta questão, mas sem dúvida o maior empecilho é o tempo. “Escrever sem prazo rígido (e curto) para entregar o material é um luxo”, argumentou o jornalista Denis Russo Burgierman, editor da Revista Superinteressante, com exclusividade para o un_espirro.
A alternativa, proposta e defendida pelo também jornalista Ricardo Noblat em seu livro A arte de fazer um jornal diário é que as empresas jornalísticas desloquem sempre um ou mais repórteres para realizarem grandes reportagens, dando-lhes condições para tal. Isso faz, segundo Noblat, com que o jornal tenha “novidade” para o leitor, conquistando-o pelo fator diferença.

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Fala aí!
ê mundinho...

Descobri um fato insólito e verdadeiro: sou colega de sala da neta do Itamar Franco!!! Conversamos durante algumas boas horas e ela me contou como é sentir na pele o peso de tal parententesco. "Na época em que ele era presidente, meu moral estava lá em cima", revela, lamentando ter apenas oito anos na ocasião...
Mais sobre o passado de Itamar me foi revelado: ele trabalhou na Revista Cruzeiro, como jornalista, e foi amigo do Chatô. O gravador que minha colega utiliza nas aulas de Técnicas de Reportagem pertenceu ao ilustre. Realmente, a peça é velhíssima.

***

Vou lançar uma campanha institucional para que respeitem os meus ouvidos, sobretudo nos sagrados momentos das refeições. Raiva foi o que eu e alguns confrades sentimos ontem, enquanto lanchávamos na cantina do câmpus. Um conjunto estranho de seres ocupou o espaço, batucando barulhos desconexos, pensando que o público estava gostando.
Não entendo como tem gente que confunde as coisas e ainda não sabe bem o que é música.
Fala aí!

6.6.03

R E P O R T A G E M -> Jornalismo Literário, 3.º Encontro de Comunicação, Unesp Bauru

A reportagem abaixo foi realizada por Edison Veiga Junior, estudante de Jornalismo da Unesp de Bauru.
O trabalho foi originalmente concebido para a disciplina Ténicas de Reportagem, Entrevista e Pesquisa Jornalística.

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PARTE 1
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Livrando a reportagem do lugar-comum
Professor Edvaldo Lima incentiva os estudantes de jornalismo a buscarem a arte de narrar bem os fatos

Livro-reportagem. Livrando a reportagem do lugar-comum. Lugar comum de estar presa à folha de papel jornal que vira lixo no dia seguinte. Lugar comum de respeitar lide padrão e outras convenções que transformam o jornalista numa mera máquina de reproduzir fatos truncados de uma realidade trincada.
Um dos palestrantes do 3.º Encontro de Comunicação da Universidade Estadual Paulista (Unesp – Bauru) defende já há tempos o “fazer literário” no jornalismo. Edvaldo Pereira Lima, professor da Escola de Comunicação e Arte da Universidade de São Paulo é conhecido como o papa do Jornalismo Literário Avançado – prática que acabou virando disciplina de pós-graduação na USP.
PropostasPáginas ampliadas – o livro-reportagem como extensão do jornalismo e da literatura é um dos livros mais conhecidos de Edvaldo. De alguma forma também é a obra na qual aparece claramente o pensamento vivo do professor. “O importante é deixarmos o ser humano em primeiro plano”, disse, durante a palestra.

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Fala aí!

5.6.03

O DIA DA CRIAÇÃO


I

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas como o mar
Em bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por vias das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo o mal.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã gosta de ver todos bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.
Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

II

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um inocente na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Há umas difíceis outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva de domingo
Porque hoje é sábado

III

Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens, ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois da fecundação da terra
E depois, da genese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal, dona do abismo, que queres com as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas em queda invisível na terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos mares de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, nem serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda e missa de sétimo dia.
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior dos instintos dos peixes, das aves e dos animais em cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocaçoes morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto dia e sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.

Vinícius de Morais
Fala aí!
apenas um joguinho "educativo"
Fala aí!

horóscopo literário
a seção joãobidu deste bológue


Áries - 21/03 a 20/04
Hoje é o melhor dia para começar a escrever um romance. Um editor nascido em Libra vai procurá-lo antes da meia-noite para começar uma negociação.

Touro - 21/04 a 20/05
Não tenha medo de escrever com o coração. Não tenha medo, sobretudo, da poesia. Deixe-a florescer na sua vida no momento certo.

Gêmeos - 21/05 a 20/06
Mantenha a calma. O fato de se sentir sem inspiração e sem idéias não significa que você deixou de ser escritor. O deserto é a metáfora da purificação...

Câncer - 21/06 a 21/07
Você está incomodado por boatos e calúnias. Os críticos literários e seus leitores mais próximos não entendem seu novo estilo, mas no futuro você será reconhecido.

Leão - 22/07 a 22/08
Afaste-se momentaneamente das obrigações cotidianas para escrever as histórias que têm aparecido nos seus sonhos. Você não é o rei da literatura, mas seu inconsciente tem muitas reservas a serem exploradas.

Virgem - 23/08 a 22/09
Não escreva hoje. O mar agora não está para peixe. A propósito, uma pessoa nascida em Peixes poderá trazer-lhe uma boa notícia ainda hoje sobre um concurso literário.

Libra - 23/09 a 22/10
Pense alto. Deseje mais. Não permita que a mediocridade ao seu redor destrua seu talento. Já pensou em candidatar-se a uma vaga na Academia Brasileira de Letras?

Escorpião - 23/10 a 21/11
Sua vida literária nunca esteve tão intensa. Surgem temas e personagens por todos os lados, praticamente prontos para o papel último. Aproveite o momento e escreva, escreva, escreva. Não se economize.

Sagitário - 22/11 a 21/12
Reescreva tudo o que fez este ano. Reoriente suas expectativas. Um livro importante vai alterar a sua maneira de encarar a literatura e a vida. Visite a livraria mais próxima.

Capricórnio - 22/12 a 20/01
O que está esperando para imprimir em sua vida literária um novo impulso? A inveja que porventura sentem de você deve ajudá-lo(a) a olhar para frente e mudar de editora. Abra novos caminhos.

Aquário - 21/01 a 19/02
Você conseguirá superar as dificuldades do livro que está escrevendo. Se romance, os personagens ganharão mais vontade de viver. Se livro de poemas, surgirá a metáfora certa. Não se afogue num copo d'água.

Peixes - 20/02 a 20/03
Um escritor sagitariano, conversando com você, vai declarar, nas entrelinhas: "Faríamos um ótimo livro a quatro mãos." Sorria, agradeça a
sugestão, mas prefira trabalhar sozinho(a).

E para o aniversariante de hoje, um pequeno conselho: não perca tempo lendo o horóscopo dos outros. Se todos fossem iguais a você... o mundo seria mais imprevisível.

(Desconheço o autor)
Fala aí!

4.6.03

às moscas...
Fala aí!
parece um pouco a abertura do rá-tim-bum
e eu tinha um jogo no computador (não me lembro o nome) que era igualzinho...

Fala aí!
A culpa é...
... do velho Bológue, ou melhor, do velho Bloch



Cineclube Unesp 2003. Vai rolar?
Pelo jeito não... A culpa? A culpa é dele mesmo, o velho Bológue, ou melhor, o Bozo fantasiado de professor que anda por aí...
Fala aí!
Jornalista assassinada em Prudente
Adriane Lopes / Cosmo Presidente Prudente

A jornalista Melissa Martins Corrêa, de 23 anos, foi morta com um tiro próximo ao ouvido, na tarde desta terça-feira, em Presidente Prudente. Ela foi resgatada das águas do Balneário da Amizade, em Álvares Machado, ainda com vida, mas faleceu assim que chegou à Santa Casa de Presidente Prudente. Um suspeito já foi detido.
A identificação de Melissa foi feita por seu colega de trabalho, o repórter policial do jornal Oeste Notícias, Cícero Afonso. "Eu estava investigando o caso e comecei a perguntar as características da vítima, a descrição da roupa e percebi que se tratava de uma pessoa bem vestida, com roupa de grife. Como ela tinha saído para almoçar e não vou voltou para a redação, e ela era muito correta com os horários, comecei a pensar que poderia ser ela. Fui até a Santa Casa e vi que era ela mesmo", contou.
Ainda segundo o repórter, Melissa teria sido abordada numa rua próxima ao jornal, assim que entrou no seu carro. "Tem uma testemunha", revelou.
O Fiat Uno da jornalista foi localizado no final da tarde perto do distrito de Eneida. O caso está sendo investigado como latrocínio (roubo seguido de morte). A jovem era contratada do jornal desde outubro de 2002.
Fala aí!

2.6.03

O Jornalirismo
Edison Veiga Junior

Na semana passada escrevi neste espaço, em outras palavras, que o jornalismo está impregnado em minha vida como uma tatuagem, como uma amálgama entre mim e ele. Há, entretanto, uma barreira inexpugnável entre o jornalismo e o jornalirismo – fico com o segundo.
É claro que – chavão impertinente – nunca sabemos o dia de amanhã e, por isso, não podemos desafiar a lei da gravidade cuspindo sobre nossas próprias cabeças hediondas e inflamadas. Mas não vejo muita graça no jornalismo comum com lide patrão, sublide chefe e pirâmide invertida como mesa de trabalho. Verbo sempre ativo no título como se a própria titularidade fosse algo de se fazer inventada. E o fatídico, hipócrita porque inexistente, lema que alguns acreditam ainda enganar os leitores: o compromisso com a verdade, a imparcialidade, o blá-blá-blá estorricado de tentativas fúnebres de ser o que não se é. Pusilânime jornalismo!
Cada vez mais almejo o jornalirismo. A poesia que pode brotar das páginas impressas, o jeito novo e fundamental de se tratar o cotidiano, a beleza das palavras (vá pra lá, palavra, que eu quero escrever!), enfim, um diferente ponto de vista contra a pasteurização da mídia contemporânea.
Não me chamem de louco, para não os ofender. O jornalirismo é uma arte, é um way of life. Tem literatura na linguagem e literatura na vivência. Não morrência. Li-ternura. Porque li. E gostei.
O jornalirismo é o amor presente no reportar.
Esta croniqueta segue assim. Pequena. Porque tenho mais o que fazer agora.
O nome – jornalirismo?. Acabo de inventar.

*Edison Veiga Junior, eterno apaixonado, é o primeiro jornalírico da imprensa brasileira. Pelo menos com esse nome...Imêio: edisonjornalismo@yahoo.com.br


Fala aí!
você quer?

a) um sorvete?
b) um beijo e um abraço?
c) um abraço e um beijo?
d) ler a matéria sobre jornalismo literário, contendo entrevista com Denis Russo (será publicada em série, como a da Poli!)?
e) catar coquinhos?
f) pentear macaco na esquina?
g) tomar banho?

responda para cocodrilianos@yahoo.com.br
A/C: Edison Veiga Jr.
com recomendações da xexelência, vossa excelência, em geral.
Fala aí!

e u


ansioso pra ver o dia acabar em paz!
Fala aí!

Fala aí!
Eli, safadinha:
deadline cumprido, porém não-comprido.
curto, do jeito que não curto!
Veiguinha, o pauteiro.
Fala aí!

Fala aí!

1.6.03

aos filhos da pauta que fazem este bológue
P A U T A
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]Primeira e máxima regra[ jamais se prendam à pauta -> percam-se dela, desprendam-se dela, chutem-na.
Mas... CRIEM!!!

Aretha Medeiros Yarak> conta aí como foi sua experiência quase gonzo na boate gay
Carla Maria> o caso Zé tem maiores repercussões?
Cíntia Baio> se é Baio, é bom... fala aí sobre o sus enquanto plano de saúde do pobre!
Giovana Franzolin> você podia lincar aqui sua coluna semanal e escrever alguma coisa inédita também se sobrar um tempinho
Edison Veiga> que tal falar das velhinhas do clube da vovó, hem, safadão?
Elis Roxo> que tal escrever de vez em quando, hem, safadinha?
Laura Akemi> olhe para o brilho da lua e pense na massa de tomate deliciosa...
Vinícius Galante> quem matou o novorizontino?

deadline dentro de cinco minutos ou quando deus quiser!!!
Fala aí!
E N T R E V I S T A -> Poliana Zilli, Cineclube Unesp

A entrevista abaixo foi realizada pela Equipe formada por Edison Veiga Junior, Vinícius Galante e Henrique Maciel. Os dois primeiros integram o time do Un_espirro. Todos cursam Jornalismo na Unesp de Bauru.
O trabalho foi originalmente concebido para a disciplina Ténicas de Reportagem, Entrevista e Pesquisa Jornalística.

- devido ao tamanho do texto, optamos por reproduzi-lo em série neste bológue -
PARTE 6 - FINAL
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"O Oscar é uma porcaria"

Equipe – O colunista Diogo Mainardi, da revista Veja, escreveu que as grandes obras são aquelas dotadas de universalidade, como os livros de Shakespeare. E que o cinema nacional é um fracasso por tentar ser excessivamente brasileiro, mostrar somente aspectos locais. O que você pensa disso?
Poliana – Ridículo. Ele está negando a própria cultura. Nós não podemos apenas reproduzir a cultura dominante, temos que tentar reproduzir a nossa própria cultura, com as suas diversas influências, é claro.
Essa coisa que ele falou da universalidade é correta, mas quando você descreve o cotidiano de uma favela isso é universal. Um filme oriental do [Akira] Kurosawa, por exemplo, tem um estilo diferente do nosso, mas conseguimos compreender.
Eu duvido que o Mainardi pense realmente do jeito que ele escreve. Ele cria um personagem. Como da vez que ele criticou a obra de Carlos Drummond de Andrade.

Equipe – Como amante do cinema, o que você acha do Oscar? É legítimo ou apenas maketing?
Poliana – Puro marketing. Eu não consigo entender o estardalhaço em cima do Oscar, sendo que é uma porcaria. Outros festivais, como o de Cannes, acabam sendo influenciados pelo Oscar. O Globo de Ouro eu considero mais legítimo. Pelo menos ele dá espaço para outros tipos de filmes. O Oscar é mais uma propaganda do cinema norte-americano. Mostra só a porcaria. Eles vendendo o peixe deles.
Eu abomino completamente o Oscar.

Equipe – O que faltou para um filme brasileiro ganhar o Oscar?
Poliana- De nossa parte não faltou nada. Falta boa vontade da Academia, apenas. Os filmes norte-americanos já têm seu espaço consolidado e eles não querem abrir espaço para outros filmes. Já disse: Oscar é marketing.

Equipe – Para encerrar, conte um pouco do seu projeto na vila Ouro Verde?
Poliana – O projeto é feito por nós do Cineclube e mais a Alessandra [Beltrame, 3.º ano de jornalismo]. É muito difícil porque há muita criminalidade no bairro.
Exibimos filmes todo sábado, em duas sessões: uma para crianças e outra para jovens e adultos. O que emociona é a reação das crianças...
O lugar onde a gente exibe os filmes [salão comunitário] é bem precário. A TV é de quatorze polegadas e o som, muito ruim. É preciso muita paciência.

aCaBoU
mande um imêio pra cocodrilianos@yahoo.com.br falando o que achou da entrevista
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Entrevista realizada por: Edison Veiga Junior, Henrique Maciel e Vinícius Galante
Texto inicial: Henrique Maciel e Edison Veiga Junior
Transcrição: Vinícius Galante
Edição: Edison Veiga Junior

Fala aí!

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